quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Club de Regatas Vasco da Gama - 110 anos de sucesso


Vascaínos, hoje é dia de festa. Nosso amado Club completa 110 anos e segue fazendo história. As eleições no Vasco foram mais aguardadas que a dos Estados Unidos. No Brasil, se não me falhe a memória, é a primeira vez que o ídolo maior de um Club assume a presidência do mesmo.

E, nessa data tão especial, me pergunto: o que é ser Vasco?

De ínicio, temos que frizar que o vascaíno de verdade conhece a história do Club. História essa que modéstia a parte, é a mais bela dentre os clubes brasileiros.

Ser Vasco é ter orgulho da luta contra o racismo. Os outros times, assustados com o título vascaíno em 1923 e com a crescente popularização do Club, após algumas tentativas de impedir que os negros e operários jogassem pelo Vasco, os "co-irmãos" abandonaram a Liga Metropolitana e criaram a Associação Metropolitana de Esportes Amadores. Ao tentar se filiar, o Vasco foi impedido, com a alegação de que não teria Estádio para jogar. Porém, uma outra solução foi proposta: a exclusão dos negros do time, deixando claro o racismo dos outros times.

José Augusto Prestes, então presidente do Vasco, escreveu uma carta em repúdio ao racismo que deixava claro que o Vasco não se curvaria aquele absurdo. Fora da nova liga, o Vasco venceu o Carioca de 1924 com 16 vitórias em 16 jogos. Mas os vascaínos queriam um Vasco gigante e entre 1924 e 1926, angariaram fundos para a construção de São Januário. Com isso, o Vasco foi admitido na AMEA ainda em tempo de disputar o campeonato de 1925. E no dia 27 de abril de 1927 era inaugurado o Estádio Vasco da Gama, popularmente conhecido como São Januário. Na época, era o maior estádio da América do Sul. Até 1940 era o maior do Brasil, posto que perdeu com a inauguração do Pacaembu.

Ser Vasco é se orgulhar do Expresso da Vitória. É saber que revelamos os três maiores artilheiros do campeonato brasileiro. É lembrar do Juninho Monumental, do Mauro Galvão e do Pantera. É chorar ao ver Romário calando o Palestra Itália em 2000. É rir ao lembrar do Edmundo quebrando o recorde em cima dos mulambos e ainda sair dançando.

E principalmente, é saber que não se ganha sempre. Como um bom vascaíno, temos que saber que, por vezes, o mar está bravio. Mas a tormenta vai passar. Sempre passa. Pelo menos pra nós, que temos um almirante a nos guiar.


SER VASCO É SER VALENTE!

Ser Vasco é ser intrépido tanto quanto leal.
É ter o sentido da história do Brasil a fundir povos e raças sem preconceito.
É ser navegante da esperança, não temer aventura, futuro, conquistas, calmarias ou tempestades.
Ser Vasco é renegar o temor e ser popular sem populismo, ser valente sem arrogância e ser decidido sem soberba.
É ter a vocação da vitória e a disposição necessária à qualidade e ao mérito por saber que virtudes necessitam de energia e energia, de vontade.
Ser Vasco é, pois, ter virtude, vontade, valor e vanguarda: tudo com V de vida e V de vitória, o mesmo de Vasco.
Ser Vasco é conhecer o grito do entusiasmo, esperar a hora de vencer e sentir o cheiro do gol.
É incendiar estádio e extasiar multidões.
É adivinhar instantes decisivos e saber decidir.
Ser Vasco é ser mais povo que elite, mais tradição que novidade, mais segurança que aparência, mais Club que time, mais vibração que delírio, mais vigor que agressão.
Ser Vasco é ousar, insistir, renovar-se, trabalhar para construir a vitória não como forma de superioridade mas de aperfeiçoamento da vida e do esporte.
É gol, é gala, é garbo de uniforme original, cruz no peito, sonho n´alma e amor no coração.
Ser Vasco é emoção recompensada porque vitória bem planejada, é lance, é liberdade, impulso e convicção.
Ser Vasco é sentir o gosto da felicidade, da vitória e do grito maiúsculo de gol.
É ter sabedoria e prudência, unidas na tática certeiraou na organização eficaz.
É viver a emoção de lembrar nomes, lendas, heróis e legendários craques, troféus, títulos, retratos, faixas, taças, copas e vitórias imortais.
Ser Vasco é ter idênticos motivos para cultuar o passado tanto crer no futuro.
Ser Vasco, enfim, é saborear o orgulho sadio da vitória merecida, do entusiasmo com motivo e da grandeza como destino.

Artur da Távola - Jornalista e torcedor tricolor.


"E viva, viva o Vasco/ o sofrimento há de fugir, se o ataque lavra um tento/ Time, torcida, em coro, neste instante/ Vamos gritar: Casaca! ao Almirante/ E deixemos de briga, minha gente/ O pé tome a palavra: bola pra frente" - Carlos Drummond de Andrade

Música que deveria ser cantada TODO jogo pela torcida:
Camisas Negras
Eu vou torcer
aqui eu ergui meu templo para vencer
eu ja lutei por negros e operários
te enfrentei, venci, fiz São Januário
Camisas Negras que guardo na memória
glória, luta, vitória, esta é minha história
Que honra ser
saiba eu sou vascaíno, muito prazer
jamais terás a "Cruz", este é meu batismo
eu tive que lutar contra o teu racismo
veja como é grande meu sentimento
e por amor ergui este monumento
Saudações vascaínas!

3 comentários:

Anônimo disse...

hahaha muito bom o texto , se tivesse mais umas 10 linhas acho que viraria vascaíno hahaha

Parabéns e boa sorte amanhã !

Nenhum carioca merece ficar na merda no campeonato , unidos somos fortes. Que volte o mata-mata !

Saudações Tricolores

Paola Senra disse...

muito bom, Fred! Paixão a gente tem que se orgulhar e defender mesmo. E você faz isso como poucos.
Parabéns ao vice e a todos os vascaínos. Vocês são guerreiros, como diz o nome da torcida, por aguentarem 5 anos sem comemorar nada. Espero, de verdade, que com o Dinamite o vice volte a ser grande e que nossos clássicos sejam lotados de novo, quando um Fla x vice parava o Rio de Janeiro.
Bons tempos...essa rivalidade faz falta.
beijos

Unknown disse...

O que seria do futebol sem o Vasco?

Sempre pioneiro e inovador no esporte, quebrando barreiras e preconceitos, lutando não so pela sua camisa, mas pelo seu país...

Parabéns Vasco, parabéns por engrandecer de tal maneira o futebol e sempre mostrar que podemos mudar o mundo com o esporte, tantas vezes demonstrado e confirmado isso!