
Dia 17 de agosto de 2008. Vasco e Internacional vão se enfrentar em São Januário. Quando o Vasco entra em campo, noto que o goleiro Thiago não está entre os titulares e no seu lugar está Roberto. Foi então que me dei conta de quem era o preparador de goleiros: Carlos Germano. Eu já sabia, mas talvez por ter me acostumado a sempre vê-lo com a camisa número 1 do Vascão, não associei os fatos. Só sei que naquele momento, fiz uma viagem de 18 anos. O ano era 1990, e eu, graças a boa educação que meus pais me deram já era fanático. E num belo dia meu pai me levou para ver o treino do time. Ao entrarmos em São Januário, encontramos o então vice-presidente de futebol, Eurico Miranda, que sempre solícito com os sócios, perguntou o que faziamos ali. Quando meu pai disse que estávamos vendo o treino e queriamos tirar fotos, o Eurico imediatamente mandou que entrassemos no campo. E entre tantos jogadores da época, eu só lembro de um fato: Bati 2 pênaltis para um jovem goleiro, reserva na época. Um tal de Carlos Germano, que gentilmente deixou que os dois chutes entrassem no gol. Dois anos após isso, Carlos Germano já era titular do Vasco, onde logo de cara conquistou o tri-campeonato estadual 92/93/94. Depois vieram o tri-brasileiro (com uma atuação magistral dele na final), a Libertadores e Carioca 98 e Rio-São Paulo 99. Sempre sóbrio, tranquilo, em nada lembra os goleiros atuais que precisam fazer pose para o locutor quase ter um orgasmo. Fazia sempre o básico. É o segundo jogador que mais vestiu a cruz de malta no peito, com 632 jogos.
Em 97, antes do campeonato brasileiro, ele teve problemas pra renovar seu contrato com o Vasco. O então presidente do lixo, Kléber Leite, chegou a fazer o depósito judicial na FERJ e tentou convercer Carlos Germano a ir para o lixo, proposta que foi negada imediatamente. Já em fim de carreira, ao ser perguntado sobre o episódio, Carlos Germano disse: "Em todos os outros clubes que atuei, com exceção do Penafiel, enfrentei o Vasco. Mas vestir rubro-negro nem pensar".
Acordei do sonho. Vencemos por 4x0, show de Clemer. Hoje, o Vasco vive essa expectativa do Thiago ser ou não negociado, se ele ou se Roberto será titular. Um jogo, três goleiros envolvidos. E nenhum deles, talvez nem juntando os três, dá um Carlos Germano.
Saudações vascaínas!
4 comentários:
Sessão Nostalgia nesse blog tá sinistra !!!!!!! hahahahahahhaa
foi um grande goleiro , grande personagem assim como Mauro Galvão , Edmundo e Juninho Pernambucano .
foi uma boa época pro vasco e horrível para o Fluminense hahaha
blog das víúvas!
e realmente o cara sempre foi fiel ao vice...e essas atitudes são cada vez mais raras. Se é que ainda existem atualmente.
Pois é. Mais um ídolo do vasco que foi maltratado injustamente pelo Eurico em São Januário, sendo praticamente despejado do clube. Uma pena. Mas que bom que nunca é tarde para voltar.
Carlos Germano, eterno ídolo da nossa geração vascaína.
querido, não seria 2008? depois edita lá.
beijossss
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